Um olhar atento e cuidadoso para esse processo pode ser muito produtivo do ponto de vista do amadurecimento e do auto-conhecimento para transformações significativas.
Na relação mãe-bebê, mãe-filho/a está um cerne de grande aprendizado para quem se dispuser a isso e abrir-se às possibilidades de encontro.
Eu como avó, sogra e mãe observo como é possível e transformador a entrega ao nascimento do “ser mãe” que não nega ou anula qualquer outra possibilidade de ser e estar no mundo: somos mães, profissionais, esposas, amigas. No campo das relações onde é possível nos depararmos com nossos aspectos sombrios, com nossa potencialidade, nossa capacidade de transformar e de criar está o germe do novo. Crescer e ampliar as possibilidades de realização, de uma vida plena, embora muitas vezes dolorida, mas especialmente de uma vida carregada de significado, de fluidez e de uma dinâmica transformadora.
Embora sejam caminhos tortuosos, doloridos, pois a tomada de consciência e a ressignificação da nossa própria vida e de nossas escolhas nem sempre é fácil, óbvia ou simples, são caminhos possíveis e que encarados com sensibilidade e parceria guardam em si descobertas importantes e muito singulares a cada uma.
Nasce junto com o pequeno bebê, uma nova mãe prestes a embarcar numa jornada incrível de auto-conhecimento e encantamento.


